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Casais de swing contam do que sentem saudade em tempos de pandemia!

Universa

16/08/2020 04h00

Photo by cottonbro from Pexels

Já perdi as contas de quantas matérias, artigos, posts, comentários e tweets sobre saudades eu li desde o início da quarentena. Eu mesma, confesso, publiquei alguns nas minhas redes sociais (com destaque para a saudade das aulas de natação, pois ainda não sei se cloro mata o vírus e não estou disposta a descobrir na prática).

No que diz respeito a sexo, tem gente com saudade do crush, do contatinho, de se aventurar num sexo casual, de dormir de conchinha e até daquele sexo meia-boca pós balada, com gostinho de erro e jeitinho de ressaca moral. Até disso, às vezes, bate uma nostalgia.

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Para os praticantes do swing, um rolê meio 50 Tons de Cinza ou De Olhos Bem Fechados, fazia parte do dia a dia. Até que chegou o tal do distanciamento social e… pra quando mesmo está prevista a reabertura das casas de swing?

Bom, enquanto a resposta não vem, usuários do APP Ysos começaram a compartilhar do que sentem falta por não poderem ir a uma casa de swing. Dos 250 mil usuários do app, 38% frequentavam essas casas regularmente antes da covid-19 acabar com a festa. Entre eles temos 81% de casais e 19% de pessoas solteiras.

E são eles que dizem do que mais sentem falta:

"Glory Hole, ménage e a paquera. Saudades de conversar com os casais"
"O som das pessoas gemendo"
"Dançar, conhecer gente nova, flertar e comentar com as amigas fazendo o jogo do "é casal real ou não é?""
"O sofá coletivo para troca de casais"

Entre os que foram apenas uma vez (33%) e os que frequentavam constantemente (67%) também tivemos respostas interessantes:

"O ambiente com toda a excitação que a noite traz"
"Ser visto levando um beijo grego"
"O labirinto" (pra quem não sabe, é o nome dado ao ambiente da casa de swing dedicado ao sexo. ao contrário do que muitos imaginam, não é em todo lugar que é permitido transar)
"Da minha ex esposa que me acompanhava" (outro tipo de saudade se apresentando: a da ex! Em muitos casos nem precisa de quarentena pra isto…)

Poucas pessoas (11%) entre os entrevistados disseram que não voltariam a uma casa de swing, enquanto a maioria (89%) quer voltar e está ansiosa pela liberação, sentindo falta de coisas como:

"O cheiro de sexo!"
"O respeito que as pessoas tinham. Não eram invasivos"
"A surpresa do que pode acontecer. Cada visita é uma experiência diferente"
"Transar no quarto aberto esperando mais casais pra compartilhar"

Dá até uma vontade de já ter ido também para ter histórias pra contar ou de voltar, não é mesmo? Pense bem e se organize pra visitar uma quando a pandemia passar. Não precisa esperar ninguém te chamar! 78% nos disse que foram por conta própria, enquanto 22% foi a convite de alguém e lembram o que ficou marcado pra eles:

"A cama gigante com todo mundo se pegando"
"A troca de olhares, as caras e bocas sempre esperando a reciprocidade"
"As brincadeiras a 3"
"Mulheres flertando com mulheres"

Pois é, motivos pra sentir saudades de uma casa de swing aparentemente não faltam. São variados e instigam a imaginação de quem nunca se aventurou numa noite dessas. Só nos resta torcer pra vacina chegar e a gente tirar o atraso!

E você, já foi numa casa de swing? Sente falta de realizar alguma fantasia? Conta pra gente nos comentários!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.

Mayumi Sato