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Um guia para transar (com segurança) na pandemia

Universa

31/05/2020 04h00

by Pexels

Um artigo publicado no "The New York Times" reúne orientações de diferentes países para pessoas solteiras que, mesmo em meio a pandemia, querem manter uma vida sexualmente ativa da maneira mais segura possível.

Um bom ponto de partida dessas dicas é que não há ninguém orientando você, ou a população em geral, a sair de casa e marcar encontros como se nada anormal (como uma pandemia) estivesse acontecendo. Não estamos numa situação típica – portanto, se for possível, não faça isso.

Mas o fato é que estamos falando de pessoas e enquadrar todo mundo numa mesma regra geralmente é receita para o fracasso. No meio desse auê mundial, vai, sim, ter gente que vai sair de casa pra transar. E é melhor lidarmos com isso para que as consequências sejam minimizadas.

Resumindo:

É o que a gente espera que todo mundo faça? Não.

Quem vai fazer pode tomar cuidado e precauções para proteger a si e aos outros? Sim, com certeza.

Vamos então a algumas das regras a serem seguidas se o seu desejo por sexo falar mais alto – e o seu bom-senso também:

* Ative os contatinhos já conhecidos e aprovados: não marque dates com pessoas que você não conhece e que, portanto, têm chance de sequer te atraírem sexualmente ao vivo. Não gaste uma ficha preciosa se expondo ao vírus sem ter certeza que vale a pena;

* A pessoa mais segura para você transar é: você. Masturbação é sexo? Não sei e pouco interessa essa polêmica no momento, mas explorar todas as variações do 5 contra 1 é um bom jeito de manter a cabeça e os hormônios em ordem para não fazer besteira;

* A segunda pessoa mais segura para você transar é: alguém que já mora com você. Assim, vocês evitam a exposição de ambos ao vírus e resolvem suas necessidades físicas e sexuais de forma consensual (o climão que vai ser morar junto depois é algo com que vocês vão ter que lidar, mas pelo menos pensarão nisso só depois de terem transado!);

* Se você está num relacionamento a distância, considerem passar juntos por esse período, já que ainda não temos data definitiva de quando tudo isso vai acabar. Encarem a pandemia como um período de teste, que pode fortalecer – ou não – a relação;

* Por fim: sexo virtual – isso sim! – também é sexo. Use e abuse dos estímulos visuais, sonoros, da tecnologia disponível e, é claro, da imaginação. Quem sabe geramos um incentivo a mais aos cientistas capazes de popularizar o holograma!

Mas, voltando ao artigo, para quem quer se proteger e aos outros ao seu redor, não há muito o que fazer além de aguardar. E usar os recursos tecnológicos disponíveis por aí. E, se for sair pra transar, lembre-se de que você pode se tornar um espalhador de vírus em potencial. Leve isso em consideração pelo menos pelos 14 dias seguintes tomando ainda mais precauções.

E você, tem dicas pra quem não vai resistir durante a pandemia?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.

Mayumi Sato