Mayumi Sato http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo. Fri, 08 Mar 2019 13:43:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Hoje é dia de luta: converse com uma mulher sobre orgasmo e siririca http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/hoje-e-dia-de-luta-converse-com-uma-mulher-sobre-orgasmo-e-siririca/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/hoje-e-dia-de-luta-converse-com-uma-mulher-sobre-orgasmo-e-siririca/#respond Fri, 08 Mar 2019 13:43:03 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=255

Hoje é Dia da Mulher e que tal celebrá-lo conversando sobre sexo com as mulheres ao seu redor?

Pense naquelas que fazem parte da sua vida: mães, avós, tias, filhas, amigas, colegas de trabalho, da faculdade, do bar. Com quantas delas você já teve conversas francas e sinceras sobre o que lhes dá prazer?

É 2019, muitas conquistas foram e continuam sendo realizadas, mas a verdade é que o mundo continua categorizando corpos e mentes femininas em duas grandes categorias.

As dessexualizadas: cuja função social sufoca qualquer possibilidade de manifestação sexual. Somos mães, cuidadoras, responsáveis, chefes, líderes, empregadas ou empreendedoras e isso nos resume por inteiro. Não se espera que mulheres respeitáveis, em posições como essas, sequer se ocupem de temas como sexualidade.

Por outro lado, somos – e muitas vezes ao mesmo tempo – objetificadas. Vistas como objeto e agentes de prazer do outro. Cujas decisões – seja de como se vestir, sentar, se comportar, falar – gira em torno de como o sexo oposto nos validará. Nesse contexto o sexo não é só aceito, como bem vindo e primordial, mas mais uma vez, não diz respeito a nós.

Sobre o nosso prazer, desejos, dúvidas e questões, ainda falamos muito pouco.

E isso nos isola, nos aprisiona, nos mantém com a sensação de que temos problemas sem solução ou que sequer merecem a nossa atenção. Mas que, nem por isso, deixam de fazer parte do nosso dia a dia.

Por isso, te convido a fazer parte dessa revolução: que tal falar sobre masturbação com a sua mãe? Sobre sexo com a sua avó? Compartilhar suas dores e desejos com as suas amigas, demonstrar suas vulnerabilidades e convidá-las a compartilharem as suas também.

Não estamos sozinhas e a luta pela nossa emancipação passa tanto pela nossa mente quanto pelos nossos corpos. Então falemos e falemos muito. E que siririca, gozo e tesão façam parte das nossas vidas em 2019 <3

 

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Carnaval chegou. Então, lembre-se: HIV e Sífilis não são coisa do passado! http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/03/01/carnaval-chegou-entao-lembre-se-hiv-e-sifilis-nao-sao-coisa-do-passado/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/03/01/carnaval-chegou-entao-lembre-se-hiv-e-sifilis-nao-sao-coisa-do-passado/#respond Fri, 01 Mar 2019 08:00:00 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=248


Em uma era de tanta informação e acessos aos mais diversos tipos de tratamentos médicos, a chance de se contrair uma doença sexualmente transmissível é muito improvável, certo? Errado.

O número de pessoas com Sífilis aumentou assustadoramente nos últimos anos, o que mostra que, mais do que nunca, a proteção e a educação sobre DSTs é urgente entre todos os públicos e classes sociais. Em outubro de 2016, o Ministério da Saúde reconheceu a Sífilis como uma epidemia no Brasil.  Para se ter uma ideia, desde 2010, foram notificados mais de 220 mil novos casos. Somente entre 2014 e 2015, houve aumento de 32% nos casos de  Sífilis em adultos no País.

O mais perigoso é que a doença não causa dores em suas primeiras fases, e por isso o diagnóstico pode demorar meses. Além disso, os machucados e lesões causados no corpo podem ser confundidos com alergias e outras lesões mais leves.

Isso sem falar no tabu, né? Infelizmente, não temos a cultura de discutir os assuntos mais “sérios” que giram em torno de sexo, como as DSTs, em nossas rodas de com conversa com  amigos e parceiros sexuais.

Jovens estão deixando de usar camisinha

Uma das justificativas para o aumento considerável da doença nos últimos anos é a queda no uso de camisinhas pelos jovens. Nas últimas décadas, a contracepção e o planejamento familiar esteve mais presente nos hábitos dos brasileiros, mas, em contrapartida, houve uma queda na preocupação com a transmissão de doenças pelo contato íntimo.

 

Depois da superação da epidemia de HIV e Sífilis nos anos 80 e 90, com novos medicamentos e coquetéis de tratamento, pode haver a impressão de que estas doenças são coisas do passado.

Outra explicação está na carência da penicilina, medicamento usado para tratar a doença, no mercado brasileiro. O remédio é super barato e acessível, mas, justamente porque é pouco lucrativo, a indústria farmacêutica é pouco estimulada a fabricá-lo.

A transmissão da Sífilis de mulheres grávidas para seus bebês também é um dos riscos diante deste cenário. Em 2015, o Brasil apresentou uma taxa de 6 bebês infectados a cada mil nascidos, índice 13 vezes maior do que o aceitável segundo a OMS.

 

Ok, o risco existe, mas qual é a melhor forma de se proteger? Deixar de transar? Não é para tanto

Um exercício de memória, porém, pode cair bem: teve alguma relação desprotegida com novos parceiros nos últimos tempos? Notou alguma reação estranha no seu corpo, como feridas ou ulcerações?

Dependendo da resposta, vale fazer um exame de sangue para ver se está tudo bem. O quanto antes for feito o diagnóstico, mais fácil será o tratamento. Caso tenha descoberto alguma DST, também é legal também abrir o jogo com os parceiros sexuais mais recentes, afinal o silêncio só cria um estigma ainda maior sobre a doença.

E você, costuma se proteger de DSTs? Conversa com seus parceiros sobre o assunto? Deixe seu comentário abaixo.

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Já existe um jeito de transar à distância: conheça o Teledildonic http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/02/24/ja-existe-um-jeito-de-transar-a-distancia-conheca-o-teledildonic/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/02/24/ja-existe-um-jeito-de-transar-a-distancia-conheca-o-teledildonic/#respond Sun, 24 Feb 2019 08:00:27 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=243

Imagine a seguinte situação: você está num relacionamento, mas vai precisar viajar a trabalho, ou até mesmo mudar de cidade, e ficar um certo tempo longe da pessoa que ama e faz sexo.

Como resolver este problema e não depender apenas dos áudios de whatsapp?

Para isso nasceram os teledildonics, ou cyberdildonics, que são brinquedos sexuais turbinados com um toque de internet das coisas. Não é um apenas um brinquedo conectado a um computador ou rede. Estes dispositivos funcionam através de uma máquina ou rede wifi para que duas pessoas possam se conectar e “transar à distância”. Pode parecer loucura, mas já é a realidade de muitos casais e pessoas que buscam sexo no conforto do lar.

 Quer saber como é transar com uma atriz ou um ator pornô?

Um estudo da We-Vibe, feito com cerca de mil homens e mulheres com idade entre 35 e 55 anos, aponta que 52% dos casais usam brinquedos para apimentar a relação. E 51% dizem que o uso desses brinquedos melhorou a comunicação do casal a respeito de sexo.

Esta é uma tecnologia disruptiva que gera impactos não somente na vida de seres humanos, mas em indústrias gigantescas como a pornográfica. Num futuro não muito distante, poderemos assistir filmes em realidade virtual e sentir, através dos teledildonics, como é transar com determinada atriz ou ator.

A indústria do sexo pago também será transformada quando pudermos interagir com corpos de pessoas que estão a kms de distância. No momento, profissionais que se exibem em chats online já usam alguns desses brinquedos, permitindo que o espectador possa interagir ao controlar um vibrador e sua intensidade.

Masturbação por aplicativo

Para casais que não estão separados pela distância, pode ser mais uma ferramenta de diversão quando um parceiro ativa um masturbador através de um aplicativo, por exemplo. As possibilidades já são numerosas.

Apesar disso, poucas empresas estão preocupadas com os impactos negativos dessa tecnologia. Quando brinquedos sexuais se conectam à internet, estão sujeitos à coleta de dados dos consumidores, invasão de privacidade e muitos outros problemas. Se alguém pode controlar o seu vibrador à distância, quais as chances desse dispositivo ser hackeado? Como fica a privacidade neste cenário? E os brinquedos com câmeras, são seguros?

Cuidado, alguém pode assumir o controle do seu dildo

Dispositivos de internet das coisas ainda não possuem protocolos unificados e seguros, como o http, e cada empresa produz o seu próprio sistema. Estamos falando de um mercado com produtos sujeitos a falhas de segurança e invasões por parte de gente mal intencionada.

Num experimento recente em Berlin, um rapaz conseguiu localizar e controlar através de bluetooth alguns vibradores que estavam “visíveis” em seu entorno. Fabricantes ainda não pensam sobre como diminuir as vulnerabilidades de seus produtos, pois acreditam que privacidade não é uma questão primordial no momento. Entretanto, num futuro com brinquedos sexuais cada vez mais conectados, pensar privacidade será de extrema importância.

Se não existe o contato físico, mas uma interferência remota, é abuso?

Outra questão importante: se alguém hackear o seu dispositivo, enquanto você o usa, isso caracteriza abuso sexual? Como lidaremos com tudo isso no futuro?

O consentimento, saudável e necessário em qualquer relacionamento sexual, é facilmente violado quando um teledildonic é hackeado. Pode parecer loucura, mas são questões que precisaremos nos preocupar num futuro muito próximo. Afinal, consentimento é essencial mesmo numa relação remota.

E você, o que pensa do assunto? Já usa ou usou teledildonics?

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Será que você está pronto para experimentar o swing, a troca de casais? http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/02/16/sera-que-voce-esta-pronto-para-experimentar-o-swing-a-troca-de-casais/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/02/16/sera-que-voce-esta-pronto-para-experimentar-o-swing-a-troca-de-casais/#respond Sat, 16 Feb 2019 07:00:14 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=238

Swing é uma palavrinha que ainda assusta muita gente e gera muitas dúvidas. Afinal, você está pronta para o swing? Deveria experimentar? Ou é só uma curiosidade passageira?

O swing, popularmente conhecido como troca de casais, é uma prática que pode apimentar a vida de um casal que quer sair da rotina e descobrir novas formas de prazer. Antes de se aventurar em territórios de suruba, entretanto, é preciso prestar atenção em alguns pontos, afinal pode não ser uma prática que funcione para você.

Converse sobe limites e expectativas

O principal é a comunicação com seu parceiro/parceira sobre o que vão fazer, quais os limites, desejos e expectativas. É possível que role ciúmes, óbvio, mas o swing precisa ser feito com o consentimento dos dois lados para não gerar conflito. Quanto mais diálogo, melhor.

Encontrar ou conversar com casais que já praticam o swing pode ajudar numa primeira vez, afinal para algumas pessoas é um estilo de vida. Conhecer a experiência de quem já viveu diversas situações vai ajudar a prever possíveis tretas.

Swing não salva relacionamento!

Desistir faz parte do processo! Não sofra se na hora H você ou seu parceiro/parceira desistir da coisa toda. Lembre-se: ninguém é obrigado a nada.

Conhecer uma casa de swing, onde as pessoas estão lá justamente para isso, pode facilitar o processo. Se for muita informação para uma primeira experiência, trocar ideia com outros casais online, através de redes sociais de sexo, por exemplo, pode quebrar o gelo e o preconceito sem que você precise se expor tanto.

ALERTA: se estiver buscando o swing para salvar o seu relacionamento, pare. Se o diálogo entre o casal não estiver bom, a troca de casais não será boa.

Compreenda seu corpo e seu prazer

O swing é uma ótima escolha se você quer apimentar a relação, sempre com consentimento, e pode representar uma evolução na intimidade e na maneira como cada um compreende o próprio corpo e prazer. Afinal, é bastante prazeroso compartilhar momentos de prazer com a pessoa que você ama.

Mas, lembre-se: não é porque funciona para outros casais que vai funcionar para você. Entenda os seus limites e, principalmente, converse com seu parceiro/parceira para chegar no melhor cenário.  

E você, já pensou em experimentar o swing? Já experimentou? Comenta aqui embaixo.

Se você quiser saber mais sobre swing, no vídeo abaixo compartilho algumas experiências pessoais que podem te ajudar na decisão de partir pra putaria ou não.

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O jeito que você vê a vida tem muito a ver com o tanto que você transa http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/02/06/o-jeito-que-voce-ve-a-vida-tem-muito-a-ver-com-o-tanto-que-voce-transa/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/02/06/o-jeito-que-voce-ve-a-vida-tem-muito-a-ver-com-o-tanto-que-voce-transa/#respond Wed, 06 Feb 2019 07:00:59 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=234

Getty Images

Você já deve ter notado aquele sentimento de felicidade depois do sexo, não é? Pois o que parece ser óbvio agora é comprovado pela ciência. Um estudo publicado na revista científica Emotion, mostra que transar pode gerar felicidade e benefícios emocionais de verdade.

Esta é uma pesquisa que analisa o lado emocional do sexo, geralmente associado a uma prática física e corporal, e mostra o quanto pode nos ajudar a ver a vida de forma mais leve e saudável. Somos seres que se relacionam através de interações corporais, mas valorizamos conexões emocionais.

A pesquisa indica que qualquer tipo de experiência sexual aumenta os níveis de felicidade e ajuda a levar uma vida mais leve. A metodologia é simples: 152 adultos foram acompanhados por 21 dias e contaram como se sentiram depois de relações sexuais.

A maioria relatou, no dia seguinte ao encontro sexual, um sentimento de positividade em relação à vida, mesmo quando o sexo não foi tão bom como esperado.

Outro ponto interessante é que o sentimento de felicidade não estava associado necessariamente a sexo dentro de um relacionamento, afinal algumas das pessoas que participaram da pesquisa eram solteiras e fizeram sexo casual.

Apesar disso, quem estava em um relacionamento amoroso relatou um sentimento mais intenso de satisfação com a vida. De acordo com a pesquisa, a conexão emocional com o parceiro sexual intensifica o bem-estar gerado pela transa.

E você, o que acha da pesquisa? E como se sente depois do sexo?

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Seu rosto no pornô: como a tecnologia pode acabar com o consentimento http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/01/29/seu-rosto-no-porno-como-a-tecnologia-pode-acabar-com-o-consentimento/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/01/29/seu-rosto-no-porno-como-a-tecnologia-pode-acabar-com-o-consentimento/#respond Tue, 29 Jan 2019 07:00:28 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=228

Crédito: iStock

Que tal escolher o rosto que vai aparecer no próximo pornô que você vai assistir? Pode parecer interessante! Mas, e se o rosto for o seu? E se alguém estiver assistindo pornografia com o seu rosto ou de alguém da sua família sem consentimento?

Um usuário da rede social Reddit criou uma ferramenta de machine learning, ou inteligência artificial, capaz de fazer o reconhecimento facial de milhares de imagens de redes sociais e páginas na internet, e assim colocar o rosto de pessoas famosas ou comuns no lugar de rostos de atores e atrizes pornô em filmes.

No experimento, ele fez com que Gal Gadot (Mulher Maravilha), Scarlett Johansson e Taylor Swift substituissem as faces de atrizes em filmes pornográficos. A tecnologia por trás disso é chamada “deepfake”, e tem a ver com a criação de imagens e vídeos que nunca foram filmados ou fotografados na vida real, por meio de softwares.

E o que isso tem a ver com sexo?

Com tantos testes e pesquisas que combinam tecnologia avançada e sexualidade, em breve teremos muitas opções para personalizar nossa experiência com o sexo e a pornografia. Criar um filme erótico exclusivo para você com o rosto e voz daquela atriz ou ator que você adora, ou até de um possível crush, será muito simples.

O que pode ser perigoso e assustador. Este tipo de criação manipulada abre um mundo de possibilidades para a indústria pornográfica, mas também traz muitos riscos, já que os vídeos falsos podem prejudicar a vida das pessoas.

Como vamos lidar com o consentimento e a exposição indesejada nestes casos? E se os vídeos forem percebidos como reais?

Hoje já são feitas cerca de 300 denúncias sobre exposição íntima por ano, de acordo com a ONG Safernet, onde a maior parte das vítimas são mulheres que tiveram imagens íntimas vazadas por namorados ou conhecidos. Com o avanço das deepfakes, será que não corremos o risco de cair numa lógica de culpabilização da vítima, como acontece em casos de pornografia de vingança e estupro? “Se tinha fotos disponíveis na internet, estava pedindo”, pode se tornar uma desculpa comum para este tipo de caso. Como vamos responsabilizar pessoas mal intencionadas?

Com ou sem inteligência artificial, o consentimento sobre as imagens deveria ser obrigatório na hora de compartilhar nudes ou qualquer outro tipo de imagem de outra pessoa na internet.

E enquanto discutimos tudo isso, uma regra continua clara: não compartilhe fotos e vídeos íntimos que não sejam seus com terceiros. Não importa quem te mandou ou se a sua intenção é boa (como alertar terceiros pelo grupo de whatsapp). É preciso que cada um se responsabilize pela divulgação de conteúdo que, provavelmente, está sendo usado para humilhação, vingança ou chantagear alguém. E isso é crime.

Em tempos de deepfake, esse é o único jeito de reduzirmos danos e protegermos uns aos outros.

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Mulheres lésbicas gozam mais. O que há de errado com os casais héteros? http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/01/26/mulheres-lesbicas-gozam-mais-o-que-ha-de-errado-com-os-casais-heteros/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2019/01/26/mulheres-lesbicas-gozam-mais-o-que-ha-de-errado-com-os-casais-heteros/#respond Sat, 26 Jan 2019 07:00:44 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=220

Getty Images

A sexualidade lésbica infelizmente ainda é tratada por muitos como um fetiche e um tabu ao mesmo tempo. Piadas movidas por homofobia ainda são comuns quando, na realidade, elas estão muito mais felizes sexualmente do que a média (hétero) da população.

O instituto de pesquisa inglês Kinsey, focado em pesquisas sobre sexualidade, decidiu comparar as taxas e satisfação sexual entre pessoas heterossexuais e homossexuais.

Enquanto homens gays e héteros apresentaram praticamente a mesma chance (85%) de atingir o orgasmo, entre as mulheres a discrepância foi grande. Mulheres lésbicas atingiram o orgasmo em 75% das relações sexuais durante o período analisado, enquanto mulheres héteros chegaram lá em apenas 65% das relações com seus companheiros.

Homens não sabem que elas não estão gozando

Talvez seja a forma de encarar a relação sexual. De maneira geral, o tipo de sexo praticado por mulheres lésbicas e héteros é diferente e envolve diferentes fatores psicológicos e físicos.

No sexo heterossexual, espalhou-se a ideia de a penetração é o “ato principal” da relação, enquanto o sexo oral e a masturbação da mulher seriam apenas preliminares. Na vida real, porém, apenas 25% das mulheres conseguem atingir o orgasmo com a penetração, muito diferente do que é retratado nas “rapidinhas” dos filmes românticos e na pornografia. Isso significa que pouquíssimas mulheres conseguem ter um orgasmo vaginal com seus parceiros.

Como resultado de várias pressões (para seguir o ritmo do parceiro e gozar junto, por exemplo), muitas mulheres acabam fingindo o orgasmo através da penetração para não desapontar seus parceiros, pois ficam constrangidas de falar que não sentem prazer desta forma ou que demoram mais para chegar ao orgasmo.

Mas, se os homens não sabem que elas não estão gozando com a penetração, logo eles também não se dedicam tanto a outras formas de dar prazer às suas companheiras.

Mulheres têm orgasmos mais complexos

Já nas relações lésbicas, embora a penetração seja uma possibilidade com mãos, dedos, língua e um zilhão de diferentes brinquedos, ela não necessariamente está no centro da relação sexual. O melhor conhecimento sobre as regiões erógenas femininas também facilita o processo de dar prazer às parceiras.  Afinal, o clitóris feminino tem muito mais terminações nervosas do que o pênis, o que torna o orgasmo das mulheres relativamente mais complexo.

Além disso, sexo oral, carícias e o prazer através de diferentes partes do corpo, geralmente não são encarados como preliminares. Termo esse – preliminar – que se pararmos pra pensar, não faz o menor sentido. Tudo é sexo e tratar a relação com carinho e desejo do início ao fim, deveria ser uma regra universal.

Sexo é aprendizado constante

Pessoas homossexuais e bissexuais são forçadas a quebrar paradigmas todos os dias. Homens e mulheres héteros, porém, podem ter dificuldade em reconhecer que nem tudo o que está na “cartilha” da sexualidade hétero funciona para todo mundo.

Se você é mulher hétero e se identifica com os dados acima, talvez seja hora de trocar uma ideia com o parceiro, sem culpa. Já se você é o homem da relação, talvez seja hora de rever algumas certezas e perguntar se sua companheira gostaria de tentar outras técnicas e sobre como ela lida com o orgasmo.

Nada de levar a discussão para o pessoal, afinal sexo é um aprendizado constante que envolve muita empatia. Você é hétero? Bi? Gay? O que achou desta discussão? Deixe seu comentário abaixo.

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Já imaginou como será sua vida sexual na velhice? http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2018/08/04/ja-imaginou-como-sera-sua-vida-sexual-na-velhice/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2018/08/04/ja-imaginou-como-sera-sua-vida-sexual-na-velhice/#respond Sat, 04 Aug 2018 08:00:39 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=210

 

Quando falamos em envelhecimento, as prioridades são o planejamento da aposentadoria e o cuidado com a saúde no longo prazo, pensando em ter mais qualidade de vida pelo maior tempo possível. Mas onde entra o sexo nessa equação?

Em 2030, o Brasil terá a quinta maior população de idosos do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o que significa que é preciso olhar com mais atenção sobre a saúde sexual dos idosos.

Nossa cultura ainda hipervaloriza o sexo entre jovens e muitas vezes coloca o sexo entre idosos como algo repulsivo. Ainda que a idade seja muitas vezes acompanhada de uma certa perda de libido e lubrificação, não enxergar senhores e senhoras como seres sexuais é uma ilusão e tanto.

Uma pesquisa do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, realizado em 2016, mostrou que 66% das mulheres com 60 anos ou mais são ativas sexualmente. Entre os homens, este índice chega a 92%.

Diferentemente do que prega o senso comum, os dados mostram que idosos têm exercitado seus desejos e vontades sexuais. Além dos óbvios fatores biológicos, isto acontece por conta de mudanças sociais das últimas décadas.

Muitos idosos da geração atual tiveram contato com ideais de sexualidade mais fluidos ao longo de suas vidas, seja por conta da popularidade da pílula anticoncepcional nos últimos 40 anos ou pelo aumento da preocupação com o planejamento familiar.

Acredito que, para as próximas gerações de velhinhos (incluindo a mim), a percepção sobre o envelhecimento será ainda mais positiva, e a conversa sobre sexo na terceira idade será mais natural. Afinal, a idade é vista cada vez menos como um fator limitante para nossas experiências. Jovens de hoje estão mudando padrões de aceitação sobre seus corpos e preferências sexuais, o que com certeza vai ter impacto quando ficarem mais velhos.

Do ponto de vista de saúde pública, entidades de geriatria têm provado que a atividade sexual pode diminuir os riscos de depressão na terceira idade. Por outro lado, o aumento do número de idosos com HIV no Brasil nos últimos anos também mostra que esta população precisa estar no radar de campanhas de educação sexual governamentais e privadas, assim como qualquer outro público.

Já imaginou como será sua vida sexual na velhice? Tem mais dúvidas sobre sexualidade na terceira idade? Deixe seu comentário abaixo.

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Quando reativar os apps depois de terminar um relacionamento? http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2018/07/29/quando-reativar-os-apps-depois-de-terminar-um-relacionamento/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2018/07/29/quando-reativar-os-apps-depois-de-terminar-um-relacionamento/#respond Sun, 29 Jul 2018 07:00:35 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=206

Aplicativos de encontros já são mais populares do que aquele happy hour com os amigos para encontrar um possível date. Afinal, muitos de nós estão em busca de relacionamentos casuais. Uma prática divertida, entretanto, pode se tornar um ciclo infinito de encontros que não dão em nada. Já pensou nisso?

Uma pesquisa feita pelo eharmony da Inglaterra mostrou que 44% das pessoas recém-solteiras reativam seus perfis de apps de encontro em até três meses após o término e 15% em até uma semana. São dados que mostram que as pessoas estão seguindo com suas vidas, ou tentando, com ajuda da tecnologia.

Destes, 39% acreditam que quantidade é melhor que qualidade na hora de achar a pessoa ideal. Afinal, quanto mais encontros, mais chances de encontrar o par perfeito.

Outro ponto interessante da pesquisa é que 77% dizem que a aparência física é um dos três fatores mais importantes na hora da busca por um novo parceiro ou parceira. Isso, entretanto, pode também ser um fator de frustração, pois as relações se tornam superficiais.

O vício em apps de encontro e o foco na quantidade e aparência dos crushs pode levar a um “burnout de encontros” com frustração. Uma a cada cinco pessoas diz que depois de uma série de encontros frustrados desistiriam totalmente de procurar um relacionamento online e um terço dariam um tempo na caça. Além disso, depois de alguns encontros que não dão em nada, alguns entrevistados se sentem deprimidos e inseguros, incertos se vão encontrar alguém para um relacionamento.

Estas podem ser algumas das consequências negativas dos apps de encontro e como eles nos deixam um pouco “viciados” na ilusão de que muitas pessoas estão disponíveis para relacionamentos. E você, como se sente neste mundão de encontros casuais?

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Muitos jovens não estão transando. E agora? http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2018/07/22/muitos-jovens-nao-estao-transando-e-agora/ http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/2018/07/22/muitos-jovens-nao-estao-transando-e-agora/#respond Sun, 22 Jul 2018 07:00:29 +0000 http://mayumisato.blogosfera.uol.com.br/?p=202

Depois da insegurança da adolescência, a juventude é o momento da vida em que a maioria das pessoas ganha mais liberdade e confiança para experimentar novos fetiches e fantasias sexuais. Mas será que os jovens adultos brasileiros estão explorando suas vontades? O que está empatando a foda dos jovens atualmente?

Um novo estudo da Viacom International Media Networks, feito com 12 mil pessoas em vários países, inclusive o Brasil, com idades entre 18 a 49 anos, foi atrás de entender quão satisfeitos estão as pessoas com suas vidas sexuais.

Veja também: 

O resultado é inesperado: pelo menos um quarto dos jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos, disseram ser virgens. A pesquisa não detalhou os motivos exatos pelos quais uma parcela tão grande de jovens não está transando (e ninguém é obrigado a querer transar, é bom lembrar), mas trouxe algumas hipóteses:

Mais da metade dos jovens moram com os pais, o que pode ser um obstáculo na hora de levar o crush ou aquele match para ter um momento íntimo em casa.

Com tantos estímulos tecnológicos, também pode ser tentador manter o flerte apenas online e se dedicar ao Netflix, procrastinando e adiando aquele rolê que pode acabar em sexo.

A pesquisa mostrou que 96% dos jovens que já fizeram sexo casual tiveram o primeiro contato com o parceiro pessoalmente e não via aplicativos de encontro.

Outro fator pode estar pesando bastante na privação de sexo entre jovens brasileiros: o conservadorismo. Afinal, vivemos em um país extremamente religioso e que muitas vezes associa a castidade e a virgindade ao bom caráter.  Mas quem vê só o sexo não vê coração.

Os valores das novas gerações estão mudando e, apesar do número de jovens que ainda não tiveram experiências sexuais, também há um movimento oposto de pessoas que querem experimentar novos formatos de relações. De acordo com a Viacom, 39% dos jovens adultos sexualmente ativos já tiveram um encontro casual, de apenas uma noite.

Há quem seja a favor de ter vários parceiros e encontros casuais, enquanto outras pessoas preferem se guardar para aquele alguém especial e às vezes só transar depois do casamento.

Não importa qual seja a sua escolha, o importante é manter a cabeça aberta e respeitar a decisão de quem pensa diferente, sem julgamentos.

No final do dia, o número de transas ou a virgindade de alguém não devem ser vistos como troféus para se ostentar por aí. O importante é estar satisfeito consigo mesmo, transando ou não.

 

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