PUBLICIDADE

Topo

A vez da poligamia? Como serão os relacionamentos pós-quarentena

Universa

12/04/2020 04h00

Photo by Gustavo Fring from Pexels

Um estudo publicado no Journal of Sex & Marital Therapy revela que cerca de 20% dos americanos já viveu, em algum momento da sua vida, uma relação não-monogâmica consensual (não estão sendo considerados casos de traição, por exemplo).

Essa proporção se mostrou constante independentemente de idade, educação, nível social, renda, religião, região, afiliação política e raça. Ou seja, apesar de apenas 5% dos americanos se considerarem poliamorosos, a prática da não-monogamia parece crescer de uma forma geral na sociedade americana.

Será que esse número tende a mudar em tempos de isolamento social?

Veja também

A verdade é que agora, com boa parte da população permanecendo em casa com os seus parceiros e parceiras, pode ser uma boa hora para que aseu relacionamento seja repensado. E é só isso mesmo: repensar, já que o momento não permite colocar muita coisa em prática!

Em um artigo recente do The Guardian, Daniel Saynt, fundador de um sex club em Nova York, declara que, de certa forma, esse é um momento propício para pessoas que eram curiosas a respeito de relações não-monogâmicas, mas tinham receio da intimidade real, se sentirem seguras a ponto de se debruçarem de fato no que desejam para relações futuras (ou para o futuro da sua relação atual).

Justo nesse momento em que nos vemos isolados e impedidos de nos relacionar, redes como o Tinder – que vendem a possibilidade de match e encontros reais – e outras redes adultas voltadas a encontros sexuais, só vêem seus números aumentarem dia a dia.

No Instagram, as lives diárias não são exclusividade de celebridades, personal trainers ou instrutores de yoga. Há terapeutas de casais (sugiro seguir a Ana Canosa @anacanosa, que também faz o podcast de Universa, o Sexoterapia), especialistas em tantra, sexualidade, donos e donas de sexshops, casais não-monogâmicos, pessoas curiosas e exibicionistas também, todos usando o tempo de reclusão para explorar temas que começam a cada vez mais perder aquela imagem de coisa exótica e a 'entrar na casa' e na vida das pessoas. Outros @ que indico seguir: a Swing Influencer @ela.damadeespadas e os casais não-monogâmicos Tuy e Biel (@tuyebiel) e  Marina e Márcio (marinaemarcio_ofc).

Será que quando tudo isso passar, nossas relações também não serão as mesmas? E você, como tem lidado com seus desejos durante a quarentena?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.

Mayumi Sato