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Mayumi Sato

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Tickling é fetiche por cócega: entenda a curiosa e divertida prática sexual

Universa

17/11/2019 04h00

Imagem por temqter.org

Se você acompanha esta coluna, sabe que já falei de vários fetiches por aqui. Alguns exemplos: pegging, podolatria, cuckold, dogging, etc. Hoje é dia de falar sobre um dos mais curiosos: o tickling.

Esse é o fetiche de quem gosta de cócegas e sente prazer com estímulos em diversas partes do corpo. Quem faz as cócegas é conhecido como tickler e quem recebe é chamado de ticklee.

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A prática do tickling se assemelha à do BDSM, no qual existe uma relação de dominação. Neste caso, o tickler é o mestre e trabalha numa espécie de "tortura" em quem recebe as cócegas. Alguns usam acessórios como penas, pincéis e escovas para provocar as cócegas, mas outros preferem com usar as mãos para ter mais controle, afinal existem cuidados e limites que o tickler precisa respeitar.

Cada tickler tem sua própria técnica, mas é preciso saber o ponto certo para que não se torne algo irritante ou traumático para o ticklee.

Como no BDSM, algumas regras precisam ser respeitadas. Uma delas é a palavra de segurança, combinada entre os dois lados e que determina quando o ticklee quer parar. Ou seja, é uma prática completamente embasada no consentimento mútuo. Especialmente de quem está recebendo as cócegas.

Outro ponto interessante é que nessa dinâmica o ticklee pode estar amarrado ou não.

Apesar de ser um fetiche que aguça a curiosidade das pessoas, como a maioria dos fetiches, é algo que ainda falamos pouco. E quando falamos de fetiche, o importante é não reduzir as pessoas aos seus desejos, afinal isso é apenas uma pequena parte de alguém que é, também, muito mais do que seu fetiche.

Pessoas que expressam e praticam seus fetiches são como você e eu: dormem, trabalham e têm família. O legal de falarmos abertamente sobre todos esses desejos é justamente refletir o quanto é possível sentir prazer dos meus variados modos.

Dito isso, ainda ficou em dúvida de como o fetiche de cócegas funciona? Entrevistei um adepto e perguntei tudo e mais um pouco. Assista e me conte o que achou:

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.

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