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Mayumi Sato

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Menos parceiros, camisinhas e drogas: o comportamento da nova juventude?

Universa

07/07/2019 04h14

Photo by Jessica Castro on Unsplash

Ser jovem, por muito tempo, significou estar mais aberto a experimentar drogas, sexo e vários tipos de comportamentos considerados irresponsáveis. É nessa idade que, geralmente, estamos começando a tocar no mundo com rebeldia e não queremos mais ouvir nossos pais. Esta pode ter sido uma verdade para gerações anteriores, mas está mudando na Geração Z.

Uma pesquisa feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, conhecido como CDC, em 2018 apontou que 39,5% dos estudantes declararam já ter feito sexo. Uma pesquisa anterior, de 2007, apontava que 47,8% deles já haviam transado. Estamos falando, portanto, de uma queda em torno de 8,3% no número de jovens que já transaram.

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Outro dado interessante é o dos que declararam já ter tido 4 ou mais parceiros sexuais: de 14,9% em 2007 para 9,7% em 2017. Além disso, 61,5% usavam camisinha durante o sexo em 2007, contra 53,8% em 2017.

A mesma pesquisa também aponta que 14% dos estudantes declaram já ter usado drogas ilícitas (cocaína, heroína, metanfetaminas, alucinógenos ou ecstasy), quando em 2007 esse número era de 22,6%.

Numa outra pesquisa do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA, NIH, publicada em dezembro de 2018, o uso de maconha e álcool entre adolescentes de oitava série, primeiro e terceiro anos do ensino médio atingiu seu menor percentual em 20 anos com, respectivamente, 6,1%, 9,6% e 12,4%. Entre os estudantes do terceiro ano do ensino médio, o uso de drogas ilícitas, tirando a maconha, caiu 30% no últimos cinco anos, algo histórico.

Os dados acima mostram tendências de uma geração que se afasta da conhecida juventude transviada e inconsequente, mas nem todos os comportamentos são positivos. O fato de ser uma geração que usa menos camisinha, por exemplo, mostra o quanto doenças sexualmente transmissíveis não são mais vistas como vilãs, mas ainda precisam de atenção.

Uma nova juventude está se formando com hábitos completamente diferentes. Se isso é bom ou ruim, ainda não sabemos, mas existe uma tendência se formando no horizonte.

E você, o que acha do assunto?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.