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Mayumi Sato

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Diminuiu a desigualdade em função de gênero, aponta pesquisa. Será?!

Universa

09/05/2019 04h01

(Foto: iStock)

É injusto e revoltante, mas mulheres ganham salários mais baixos que os homens. Nos últimos anos, entretanto, esta diferença vem diminuindo –embora o caminho ainda seja longo. E novos números retratam isso.

Eles vêm do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). Desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o índice mostra o grau de progresso de um país em termos de desenvolvimento humano. É por meio dessa régua, por exemplo, que as nações são classificadas como desenvolvidas, em desenvolvimento ou subdesenvolvidas.

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De acordo com o último levantamento feito no Brasil, de 2016 para 2017, a renda dos homens caiu de 0,818 para 0,814, enquanto a das mulheres subiu de 0,658 para 0,660. Pode parecer confuso, mas é simples. O índice apresenta uma escala de 0 (baixo desenvolvimento) a 1 (alto desenvolvimento). Portanto, embora o crescimento na renda feminina não seja o ideal, ele se mostra expressivo quando consideramos que este número representa uma escala nacional.

Outro fato interessante é que em levantamentos anteriores as mulheres já possuíam índices superiores aos dos homens, por exemplo, no quesito educação. Entre 2016 e 2017, esta diferença está ainda maior e as mulheres continuam estudando mais que os homens.

No entanto, a renda deles continua sendo maior.

O caminho ainda é longo para que homens e mulheres ganhem de forma equivalente, mas esses dados mostram como a realidade brasileira está mudando, ainda que lentamente. Quem sabe um dia, o país se torne mais justo com as mulheres?

Se você tem interesse em conferir o estudo completo, acesse: www.atlasbrasil.org.br.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.

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