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Mayumi Sato

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Quando reativar os apps depois de terminar um relacionamento?

Universa

29/07/2018 04h00

Aplicativos de encontros já são mais populares do que aquele happy hour com os amigos para encontrar um possível date. Afinal, muitos de nós estão em busca de relacionamentos casuais. Uma prática divertida, entretanto, pode se tornar um ciclo infinito de encontros que não dão em nada. Já pensou nisso?

Uma pesquisa feita pelo eharmony da Inglaterra mostrou que 44% das pessoas recém-solteiras reativam seus perfis de apps de encontro em até três meses após o término e 15% em até uma semana. São dados que mostram que as pessoas estão seguindo com suas vidas, ou tentando, com ajuda da tecnologia.

Destes, 39% acreditam que quantidade é melhor que qualidade na hora de achar a pessoa ideal. Afinal, quanto mais encontros, mais chances de encontrar o par perfeito.

Outro ponto interessante da pesquisa é que 77% dizem que a aparência física é um dos três fatores mais importantes na hora da busca por um novo parceiro ou parceira. Isso, entretanto, pode também ser um fator de frustração, pois as relações se tornam superficiais.

O vício em apps de encontro e o foco na quantidade e aparência dos crushs pode levar a um "burnout de encontros" com frustração. Uma a cada cinco pessoas diz que depois de uma série de encontros frustrados desistiriam totalmente de procurar um relacionamento online e um terço dariam um tempo na caça. Além disso, depois de alguns encontros que não dão em nada, alguns entrevistados se sentem deprimidos e inseguros, incertos se vão encontrar alguém para um relacionamento.

Estas podem ser algumas das consequências negativas dos apps de encontro e como eles nos deixam um pouco "viciados" na ilusão de que muitas pessoas estão disponíveis para relacionamentos. E você, como se sente neste mundão de encontros casuais?

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.