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Mayumi Sato

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Muitos jovens não estão transando. E agora?

Universa

22/07/2018 04h00

Depois da insegurança da adolescência, a juventude é o momento da vida em que a maioria das pessoas ganha mais liberdade e confiança para experimentar novos fetiches e fantasias sexuais. Mas será que os jovens adultos brasileiros estão explorando suas vontades? O que está empatando a foda dos jovens atualmente?

Um novo estudo da Viacom International Media Networks, feito com 12 mil pessoas em vários países, inclusive o Brasil, com idades entre 18 a 49 anos, foi atrás de entender quão satisfeitos estão as pessoas com suas vidas sexuais.

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O resultado é inesperado: pelo menos um quarto dos jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos, disseram ser virgens. A pesquisa não detalhou os motivos exatos pelos quais uma parcela tão grande de jovens não está transando (e ninguém é obrigado a querer transar, é bom lembrar), mas trouxe algumas hipóteses:

Mais da metade dos jovens moram com os pais, o que pode ser um obstáculo na hora de levar o crush ou aquele match para ter um momento íntimo em casa.

Com tantos estímulos tecnológicos, também pode ser tentador manter o flerte apenas online e se dedicar ao Netflix, procrastinando e adiando aquele rolê que pode acabar em sexo.

A pesquisa mostrou que 96% dos jovens que já fizeram sexo casual tiveram o primeiro contato com o parceiro pessoalmente e não via aplicativos de encontro.

Outro fator pode estar pesando bastante na privação de sexo entre jovens brasileiros: o conservadorismo. Afinal, vivemos em um país extremamente religioso e que muitas vezes associa a castidade e a virgindade ao bom caráter.  Mas quem vê só o sexo não vê coração.

Os valores das novas gerações estão mudando e, apesar do número de jovens que ainda não tiveram experiências sexuais, também há um movimento oposto de pessoas que querem experimentar novos formatos de relações. De acordo com a Viacom, 39% dos jovens adultos sexualmente ativos já tiveram um encontro casual, de apenas uma noite.

Há quem seja a favor de ter vários parceiros e encontros casuais, enquanto outras pessoas preferem se guardar para aquele alguém especial e às vezes só transar depois do casamento.

Não importa qual seja a sua escolha, o importante é manter a cabeça aberta e respeitar a decisão de quem pensa diferente, sem julgamentos.

No final do dia, o número de transas ou a virgindade de alguém não devem ser vistos como troféus para se ostentar por aí. O importante é estar satisfeito consigo mesmo, transando ou não.

 

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.