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Mayumi Sato

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Você sabe o que é uma dominatrix? Vem entender

Mayumi Sato

15/07/2018 05h00

Imagine uma mulher que vai realizar todos os seus desejos sexuais, mas é ela quem estará no comando. Não, não estamos falando de um "50 tons de cinza" às avessas, mas de uma prática sexual cada vez mais comum.

Para entender a arte da dominatrix, antes de tudo, precisamos entender o BDSM (Bondage e Disciplina (B/D), Dominação e submissão (D/s) e Sadismo e Masoquismo (S/M)), que são algumas práticas sexuais que partem da troca erótica de poder entre pessoas envolvidas numa relação.

O BDSM, prática que pode ou não envolver sexo, dor e cócegas, por exemplo, parte de um princípio ético rigoroso para funcionar: todas as práticas precisam ser sãs, seguras e consensuais. Ou seja, tudo deve ser combinado entre as partes envolvidas para que ninguém se machuque ou faça algo que não quer.

A dominatrix, uma mulher que exerce o papel de dominadora, sente prazer em cuidar, ensinar, guiar, proteger e dominar alguém, sempre respeitando os limites impostos por quem está sendo dominado.

Quem busca por uma dominatrix quer algo diferente do que profissionais do sexo oferecem, principalmente porque a prática da dominação nem sempre envolve sexo. A pessoa submissa pode sentir prazer ao ser amarrada, pisada ou ao receber ordens, por exemplo.

Uma dominatrix, portanto, transforma a fantasia das pessoas em realidade. Não tem nada a ver com tortura ou perversão sexual, mas com a realização de um desejo ou mais desejos de forma saudável e consentida.

Nossa sociedade ainda enxerga os fetiches com muito preconceito, mas eles são formas de expressão da sexualidade de cada um de nós. Realizar o seu fetiche não é um crime, então experimente, conheça o seu próprio corpo e limites. Afinal, conhecer como o seu corpo reage aos prazeres é uma forma poderosa de autoconhecimento.

Se quiser saber um pouco mais sobre o BDSM, e do outro lado da moeda – a submissão, assista o vídeo e divirta-se!

Sobre a autora

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está – não estamos – só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Sobre o blog

Dados e pesquisas sobre sexo e o comportamento dos brasileiros entre quatro paredes. Muita informação, tendências, dados – e experiências próprias! - sobre o assunto. Um espaço para desafiar tabus e moralismos em torno do sexo.